terça-feira, 31 de julho de 2012

ILUMINAR SEM QUEIMAR:

BALÕES... uma atitude sustentável:




O objetivo principal deste projeto é incentivar a preservação da cultura e do folclore mineiro, numa proposta de conscientização ambiental e de valorização da vida humana a partir da transformação de peças folcloricas em objetos de decoração, proporcionando a geração de renda para as famílias da zona rural, numa perspectiva de melhoria da qualidade de vida e de valorização sócio cultural ilumine sua casa sem colocar em risco os outros e ainda participe de um trabalho de inclusão social, geração renda e preservação de nossa cultura. 

No cenário de festas populares dos mês de junho e julho,pode se afirmar que faz parte das tradições brasileiras e especialmente mineiras o uso de diversos mecanismos visuais como forma de expressar alegria e civismo, com grande destaque os BALÕES.

Em geral as grandes festas populares provocam na população um desejo coletivo de expressar alegria e resgatar costumes. Algumas tradições brasileiras, com o passar dos tempos vêm se transformando em verdadeiro desafio para a população tendo em vista os graves problemas que surgem como consequência. Os balões, expressões culturais, na verdade têm trazido transtornos a população. 

Nesse sentido, ciente dos riscos que podem trazer os festejos que se utilizam de peças folclóricas como forma de expressão, o instituto Beira da Estrada tem trazido um trabalho inédito de conscientização a partir da produção de réplicas artesanais de peças folclóricas e culturais como propostas de preservação dos costumas de forma saudável e decorativa. 

Diante da aceitação do mercado os balões têm sido produzidas em larga escala como forma de resgate responsável dos valores culturais brasileiros. 

As peças além de expressarem as raízes culturais e folclóricas do povo mineiro, e ainda se tornam mecanismos os de geração de renda e inclusão social sustentáveis, são feitos com retalhos de chita e bambus facilmente encontrados na região. 

Assim sendo, há 6 anos desenvolvendo este projeto, o Instituo Beira da Estrada vem, a cada ano ampliando o raio de ação desta campanha buscando cada vez mais:

. Promover a integração dos participantes da proposta mediante o resgate e a preservação da cultura mineira a partir da produção e comercialização de produtos artesanais populares; 

. Promover a conscientização sobre a importância do uso responsável das tradições populares como forma de expressa da vida e da promoção human;

. Implementar uma proposta diferenciada de educação ambiental assegurando a sustentabilidade de forma responsável e ética;

. Contribuir para a conscientização e consequente mudança de hábitos que deve ser feita o quanto antes. 


Você blogista participe conosco deste trabalho . Seja você também um multiplicador de ATITUDES SUSTENTÁVEIS.


Maria Teresa Dorça de Oliveira
Instituto Beira da Estrada


quinta-feira, 14 de junho de 2012

Cooperativas familiares ensinam o caminho das pedras no Rio + 20:


Três associações apresentam sabores e aprendizados para mostrar ao mundo que é possível utilizar a natureza de forma consciente e ambientalmente responsável:

Histórias de sucesso, baseadas na relação entre associativismo, preservação ambiental e geração de renda, serão levadas à Rio+20 pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

As associações envolvidas são o projeto Reflorestamento Econômico, Consorciado Adensado (Reca), da Associação dos Pequenos Agrossilvicultores de Rondônia (RO), a Central de Comercialização Extrativista do Acre (Cooperacre) e a Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam), de Juruena (MT).

Cada uma mostrará em sua área de atuação que é possível agregar valor e renda a atividades que não agridem o meio ambiente e mantêm o homem do campo em sua comunidade, extraindo da natureza exatamente o que ela pode dar. “A nossa participação servirá para que as pessoas do mundo inteiro conheçam a nossa experiência que une geração de renda com conservação ambiental e ganho social”, revela Lucinéia Machado, gestora da Coopavam.

Cooperacre: entrosada com programas do MDA
Área de atuação: beneficiamento de castanha e látex

A Cooperacre movimenta atualmente mais de R$ 35 milhões ao ano e possui, além da sede, três filiais com 250 funcionários devidamente registrados. A Central reúne 33 cooperativas de 14 municípios do Acre e possui dois mil associados diretos, escoando mais de 80% da produção extrativista brasileira de castanha no Acre. Um projeto de reflorestamento foi implantando há dois anos, visando o replantio de cerca de mil hectares de florestas de seringueira e castanha. 

Projeto Reca: associativismo com preservação ambiental

Área de atuação: plantas nativas e frutíferas típicas da floresta

O Reca chega à Rio+20 como referência de projeto voltado ao desenvolvimento das comunidades locais, unindo preservação da floresta e comprometimento social. A Associação ganhou o prêmio Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) da ONU com o projeto Amazônia Viva: plantando e colhendo frutos para um mundo melhor, em 2007, e foi o vencedor do prêmio Ford de Preservação Ambiental.


Coopavam leva: uma experiência premiada

Área de atuação: beneficiamento de Castanha
Reconhecida internacionalmente por apoiar as comunidades locais com sustentabilidade e por levar desenvolvimento aos cooperados, conservar a floresta amazônica e ainda fornecer alimentação saudável para a população da região.

Rio + 20 - Desenvolvimento sustentável:


Desenvolvimento sustentável é o modelo que prevê a integração entre economia, sociedade e meio ambiente. Em outras palavras, é a noção de que o crescimento econômico deve levar em consideração a inclusão social e a proteção ambiental


Gestão do Lixo:

O lixo ainda é um dos principais desafios dos governos na área de gestão sustentável. No entanto, na última década, o Brasil deu um salto importante no avanço para a gestão correta dos resíduos sólidos. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, em 2000, apenas 35% dos resíduos eram destinados aos aterros. 

Em 2008, esse número subiu para 58%. Além disso, o número de programas de coleta seletiva saltou de 451, em 2000, para 994, em 2008. 

Para regulamentar a coleta e tratamento de resíduos urbanos, perigosos e industriais, além de determinar o destino final correto do lixo, o Governo brasileiro criou a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n° 12.305/10), aprovada em agosto de 2010. 

Para saber mais sobre a gestão do lixo no Brasil, visite a página do Ministério do Meio Ambiente 

Créditos de Carbono:

No mercado de carbono, cada tonelada de carbono que deixa de ser emitida é transformada em crédito, que pode ser negociado livremente entre países ou empresas. 

O sistema funciona como um mercado, só que ao invés das ações de compra e venda serem mensuradas em dinheiro, elas valem créditos de carbono. 

Para isso é usado o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), que prevê a redução certificada das emissões de gases de efeito estufa. Uma vez conquistada essa certificação, quem promove a redução dos gases poluentes tem direito a comercializar os créditos.

Por exemplo, um país que reduziu suas emissões e acumulou muitos créditos pode vender este excedente para outro que esteja emitindo muitos poluentes e precise compensar suas emissões.

O Brasil ocupa a terceira posição mundial entre os países que participam desse mercado, com cerca de 5% do total mundial e 268 projetos. 



O Brasil espera que os resultados da Rio+20 incluam:

A definitiva incorporação da erradicação da pobreza como um elemento essencial para se alcançar o desenvolvimento sustentável;


A plena inclusão do conceito de desenvolvimento sustentável no processo decisório por parte dos atores nos pilares econômico, social e ambiental, a fim de superar visões setoriais que ainda persistem vinte anos depois da definição do desenvolvimento sustentável como uma prioridade global;


O fortalecimento do multilateralismo, com a clara mensagem de ajuste das estruturas das Nações Unidas e de outras instituições internacionais ao desafio do desenvolvimento sustentável; e

O reconhecimento da reorganização internacional em andamento, com seus reflexos sobre a governança global.

O equilíbrio entre os três pilares do desenvolvimento sustentável pode ser fortalecido durante a Conferência, por exemplo, por meio do estabelecimento de Metas de Desenvolvimento Sustentável – que determinariam as áreas nas quais deveriam se concentrar os esforços nacionais e a cooperação internacional com vista a promover o desenvolvimento sustentável - bem como por meio da definição de um marco de referência de governança internacional para garantir que o conceito de desenvolvimento sustentável seja adequadamente tomado como um paradigma por todas as organizações e agências especializadas do sistema das Nações Unidas

RIO + 20 - A perspectiva brasileira:

Para o Brasil, que em 2007 propôs a Rio+20 e que estará presidindo a reunião, é essencial que as discussões se guiem pelo princípio da não-regressão, que não aceita retrocessos com relação a conceitos e compromissos internacionais previamente assumidos. Esse princípio torna-se ainda mais importante diante dos desafios globais que requerem a adoção de soluções inovadoras e ousadas para enfrentar as necessidades dos três pilares do desenvolvimento sustentável de forma abrangente e equilibrada.

Os resultados devem garantir que todos os países sintam-se capazes de implementar as decisões adotadas no Rio com base na criação de condições adequadas – os recursos necessários de natureza financeira, tecnológica e de treinamento – para implementá-las, construindo assim uma visão compartilhada de sustentabilidade válida, que prevaleça durante as próximas décadas. É importante destacar que a Rio+20 é uma Conferência sobre desenvolvimento sustentável, e não apenas sobre o meio ambiente. O desafio da sustentabilidade, portanto, representa uma oportunidade excepcional para se mudar um modelo de desenvolvimento econômico que ainda precisa incluir plenamente as preocupações com o desenvolvimento social e a proteção ambiental.

Para o Brasil, as discussões na Rio+20 devem servir para incrementar a conexão entre os objetivos gerais expressos no conceito de desenvolvimento sustentável e a realidade econômica, tornando-se, assim, um instrumento para implementar compromissos com o desenvolvimento sustentável. Para aprimorar e disseminar o conceito de “economia verde”, o Brasil propõe que a Rio+20 examine a “economia verde inclusiva”, destacando a importância do pilar social e resumindo o propósito da Conferência (“economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza”). Dessa perspectiva, as discussões devem focalizar um ciclo sustentável de desenvolvimento, com a incorporação de bilhões de pessoas à economia, com o consumo de bens e serviços dentro de padrões sustentáveis.

A “economia verde inclusiva” já encontra um exemplo em políticas públicas de vários países, na forma de programas em áreas como transferência de renda; atividades para promover a conservação ou a recuperação ambiental; apoio a segmentos da população cuja renda se origina na reciclagem de resíduos sólidos; disseminação de boas práticas agrícolas usando tecnologias acessíveis a pequenas propriedades rurais e famílias de agricultores; e treinamento em tecnologias com maior eficiência energética.